A música entrou na minha vida quando eu tinha sete anos. Cantei em coral. Estudei piano, guitarra e baixo. Montei bandas, tive estúdio e fui para São Paulo atrás daquele sonho que parecia ocupar tudo.
Então chegou a vida adulta. Trabalho, contas, responsabilidades e decisões práticas fizeram a música ir para a gaveta. Mas a vontade nunca desapareceu.
Durante muito tempo, carreguei a sensação de que tinha músicas para fazer, mas ainda não havia encontrado uma maneira viável de produzir e lançar tudo.
O jogo virou quando montei meu próprio espaço de gravação, num home studio simples. Compor, gravar, produzir, mixar, masterizar e distribuir. Sem gravadora, sem esperar alguém aparecer com uma oportunidade e sem continuar adiando o começo.
Hoje, a decisão está tomada: quatro músicas por mês, durante 23 meses, até completar 92 músicas autorais.
Eu não tenho mais vinte anos para esperar pelo momento perfeito. E talvez essa seja a essência deste projeto.
Não é sobre ter começado tarde. É sobre finalmente ter escolhido começar.